Fui n’um forró lá na cachanga do abdiasNunca vi tanta alegria e poeira levantarMas de repente quando bate meia-noiteChegou um caraCom uma foice mandando o forró pararMas se deu mal porque não foi de brincadeiraApareceu tanta peixeira!Só via faca voar, voar, voarSó via faca voarSó via faca voarSó via faca voar, voar, voarSó via faca voarE a culpada da encrencaFoi quitéria que deitou n’uma taperaCom o tal de zé gambáO burburinho chegou no ouvido do maridoFoi aà que o boi traÃdo correu lá pra confirmarPegou a nega de chamego com o zéQuebrou a cara da mulherE começou o bafafá, vai lá!E eu que tava no forró, no sapatinhoFui saindo de mansinho me toquei no bambuzalFaca voava que nem disco voadorE eu contando pro senhorO senhor não vai acreditar, vai lá!E zé do fole saiu pra tomar um goleFoi ai que ele deu moleNão deu tempo de voltarZé do zabumba também entrou na quizumbaLevo um chute na bunda ficouDe pernas pro ar, vai lá!E pindeleco, primo-avô de zé peleaLesco, lesco na orelha sobrancelha a balançarUma foiçada quase arranca o cocorucoDo tal de joel malucoQue tentou apaziguar, vai lá!Graças a Deus não houve morto nem feridoTodo mundo era amigo foi cachaça pra danarà que em forró não pode entrar nego enxeridoSe a mulher tá sem maridoO cabra tem que respeitar, vai lá!