Sonego – Cantor Bruno Morais – letras

Desde cedo aprendi, onde era o meu lugarMas eu nunca engoli as sobras do seu jantarNão me diga onde ir, não me diga o que fazerMeu agora meu aqui, não dependem de vocêSonego, não nego e vou sonegarO que for imposto ao gosto do meu paladarSonego, não nego e vou sonegarO que for imposto ou oposto do meu ser-estarEu sempre vivi no morro, mas não morro sem viverSem ter que pedir socorro quando precisar comerEu não quero piedade, de quem nunca deu um piuCom vergonha da verdade, no sangue a cor do BrasilSonego, não nego e vou sonegarO que for imposto ao gosto do meu paladarSonego, não nego e vou sonegarO que for imposto ou oposto do meu ser-estarNosso país é puro, mas daquele jeitoPura hipocrisia, puro preconceitoVocê me disse um dia que ser negro é um fardoE esclarece que não é negro, é pardoFalou que na família nunca teve um mulatoE passa o tempo todo, escondeno os retratosE eles vão revelar o que eu já descobriQue a bizavó pulava a cerca toda noite com ZumbiSonego, não nego e vou sonegarO que for imposto ao gosto do meu paladarSonego, não nego e vou sonegarO que for imposto ou oposto do meu ser-estar

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