(raimundo costa ‘ticó’)Vou rever minha velha santarém novoTerra do caranguejo e do camarãoLá em cima do trapiche todo mundo vêLindos barcos chegando lá do tijucãoTem caranguejoTem camarãoPra vender pros lavradoresQue trabalham pra naçãoSanto antonio vale dez contosPacujá já vale cemSantarém novo vale um milhãoPela beleza que temEm santarém novoNinguém vai isolarTem um trapicho que a prefeita mandou armarEm santarém novoà um lugar civilizadoTodo dia tem uma feira lá na praça do mercadoAruê, aruá(d.p. – adap.: a barca)Tenho pena do meu canárioQue tá preso na gaiolaQuando o meu canário cantaAlegre a morena choraAruê, aruáAruê, aruáTá chovendo na roseiraDeixa a rosa desfolháMamãe, eu quero um vestidoDa seda mais encarnadaPra dançar o carimbóNo meio da rapaziadaAruê, aruá…Minha mãe me dê uma calçaUma calça de pano azulPara dançar o carimbóFazer chorar quem tem amor