A tropa vinha estendidaPassando no corredorE eu empurrava a culatraE também fazia um fiadorUm bagual gordo e delgadoArisco e corcoveadorQue se assustava da estacaE da sombra de um maneador(Enquanto existir cavalo mais brabo que um temporalEu quero andar campereando nesse Rio Grande bagual)à braba a vida de um tauraQue só trabalha de peãoNisso uma lebre disparaDebaixo de um macegãoMeu pingo só deu-lhe um coiceEscondendo a cara nas mãoSaiu sacodindo o tosoE cravou o focinho no chãoTentei levantar o freioMas era tarde demaisEu vi uma poeira finaFormando nuvens pra trásBerrando se foi a cercaE cruzou pro lado de láParecia uma tormentaCruzando em MaçambaráSe enganchava nas esporasSobre a volta no pescoçoCortando couro com peloE tirando lascas de ossoNaquele inferno danadoBombiei pro meu « cebolão »Regulava quatro e bicoNuma tarde de verãoSenti a força do ventoMe arrancando dos arreiosE aquele bicho pareciaQue ia se rasgar no meioDeixei manso e de confiançaMontaria de patrãoPois honro o nome que carregoE o orgulho de ser peão.por nelson de campos