Mande suas flores bonitas pro meu quintalQue meu jardim violento, vingor desse temporalQue os seus beijos despertei-me no finalQue a quarta-feira cinzenta apagou o meu carnavalEu tinha medo e ainda tenhoEu não esqueço, não me lembroA vida escorria na rua calçadaTampinha de coca em lataAquela menina eu amavaEra minha e eu dela todo tempoChiclete grudado e seco ao ventoOntem eu ria, mas fui morrendoEmoção que escapa do cano do revólverDa faltaDa falta que não cabe no peito do homemNo peito do homem