Lembro-me do nosso primeiro encontroEncontrei-te espancada depois de mais um confrontoSem querer ser ajudadaGritavas que mereciasCom um olho tão inchado, que mal viasSempre que me aproximava, tu te afastavasMas sempre que me afastavaA minha consciência pesavaFui ter contigo em busca de uma explicaçãoPra ser justo todos te chamarem aberraçãoDesabafaste em choro como se me conhecessesQue todos na tua escola queriam que tu morressesQue te batiam até tu perderes os sentidosE que para os agradar tinhas tomado comprimidosQue houve uma altura que querias que te fossem ajudarMelhor amiga negou-te, pais sempre a trabalharFiquei pasmado, sentei-me servindo de teu encostoMas agora éramos dois com lágrimas no rostoRefrãoTens de confiar naquilo que és, naquilo que sentesEu sei, não és assimTens de confiar naquilo que és, naquilo que sentesEu sei, vais conseguirVais conseguir, vais conseguirVais conseguir, vais conseguirVais conseguir, vais conseguirVais conseguir, vais conseguirLevantei-me e tomei uma decisãoVou-te ajudar, vou-te dar a mãoPerguntas-te o que é que eu ia fazerEu não sabia mas desse por onde desse eu ia erguer?Limpei-te as feridas da cara, o joelhoPus-te em frente ao espelhoE dei-te um conselhoQue eras linda nada é motivo para te rebaixaresYou’re amazing just the way you areE cantámos Bruno MarsRefrãoTens de confiar naquilo que és, naquilo que sentesEu sei, não és assimTens de confiar naquilo que és, naquilo que sentesEu sei, vais conseguirVais conseguir, vais conseguirVais conseguir, vais conseguirVais conseguir, vais conseguirVais conseguir, vais conseguirAos poucos fui notando a tua mudançaJá falavas com as pessoas, mostravas confiançaE o que antes era choro sem saber para onde irPassou a ser um choro mas de morrer a rirTu que ontem nem por ti sentias amorHoje és uma pessoa que se ama e encontrou o amorÃs um exemplo para mimNunca pensei que chegasses até aquiO fim da história sou eu sentado a chorarA escrever sobre tiÃs um exemplo para mimNunca pensei que chegasses até aquiO fim da história sou eu sentado a chorarA escrever sobre tiEra suposto eu ser uma pessoa normalTer amigos como uma pessoa normalOlhar-me ao espelho como uma pessoa normal »Ãs um nojo, és uma aberração, sua inútil, sua besta »Tanto soco, tanto cuspo, tanto grito no silêncioTanto sufoco, tanta vontade de ser aqueleO meu último suspiroEu sabia que tinha que pedir ajudaMas a quem? Mas para quê?Porque é que eu merecia?Os olhares frios, a repugnância de ser aquelaQue ninguém querO ser mais fraca, a mais frágil, a mais insignificantePara quê preocupar os meus pais?Que trabalhavam dia e noite para sustentarUm nada como eu?Sempre disfarcei as nódoas negrasA maquilhagem da minha mãeSempre foi a minha melhor amigaA dor constante no corpo?Então quando se é trapalhão as quedas são uma rotinanão é?E a falta de apetite ao jantar?Então, era normal! Com tantos amigos com quem partilharo lancheHoras e horas e horas a fio fechada no quartoPara ser um aluno exemplar é preciso estudar!Estudar, naqueles livros esborratados de tanto chorarAinda bem que eu não dei aquele último passoPodia ter sido fatalE eu sabia que tinha que pedir ajudaMas a quem? Mas para quê?E tu? E tu sentes-te assim? Tu também te sentes assim?Eu ganhei coragem e pedi ajudaE o que eu te quero ensinar é que há sempre alguémque te pode ajudarBasta tu teres a coragem para falarEu enfrentei e conseguiTu também podes superar