Peço por favor que me ouçam atentoUm depoimento bastante sentidoFaz parte de um caso muito recenteQue me deixou doente e até combalidoDepois de perder quase toda famÃliaCom a minha filha resolvi morarPara não pesar muito na despesaFazia limpeza de todo o seu larLavava o carro , limpava o jardimAquilo pra mim era muito estafanteà noite deitado em minha rede,Via na parede meu velho berranteRecordava os tempos das grandes labutasForam muitas lutas pra um homem sozinhoOlhando o berrante ali penduradoLembrava o passado e chorava baixinhoMinha filha um dia num ato bem rudeTomou uma atitude que me abalouTirou da parede meu velho berranteNo lixo distante a malvada jogouMe disse depois num cruel desafetoEsse objeto não vai ver mais nãoEu o retirei de onde ele estavaPois não combinava com a decoraçãoEu falei pra ela naquele instanteCom esse berrante cortando estradaQue eu sustentei você na cidadeCom dificuldade pra lhe ver formadaSabia que eu era um ignoranteSó tinha o berrante pra ganhar a vidaQueria um dia filha adoradaTe ver estudada e bem instruÃdaMinha filha, agora com esse seu gestoEnfim eu atesto que foi tudo em vãoO que eu e sua mãe passamos na vidaFoi luta perdida sem compensaçãoAgora eu dispenso este seu abrigoSou muito antigo, sua casa é mansãoNasci pra viver no pó da estradaEterna morada do um velho peão(Pedro Paulo Mariano – Santa Maria da Serra-SP)