Voce não entendeu nadaMinha lÃngua não liquidificaMinhas mãos não centrifugamMinhas águas não inundamVocê não entendeu nadaMinha fome à muito mais que carneâ¦algo alem no dentro que se abreE me invade de infinitoVocê cala e eu gritoVocê deita e eu levitoVocê nega e eu acreditoNós, os laços e os nósEu a vida e o vinho, a sósVocê não entendeu nadaNo retrovisor das palavrasNa direção dos meus naviosNa intenção dos meus sorrisosPois eu não lhe pedi nadaQue não pudesses me darVou te contar beijos se podem dividirNeste mundo de linguagensVocê côncavo e eu convexoVocê rima e eu versoVocà fica e eu atravessoNós, os laços e os nósEu a vida e o vinho, a sós