Cinemática – A Euterpia – letras

A imagem paralisouMas as pernas do tempo continuam a caminharNunca se está naquele mesmo lugarO olhar imobilizadoA beleza lírica singelaSe eu fosse um pintor copiaria sua gotaMas fotografias não revelam a pazAh se tivéssemos um gravadorSe tivéssemos papel e caneta e não fossemos tão mortaisSe tivéssemos um gravadorSe não fossemos tão mortaisA figura se desconfigurouAsLire la suite « Cinemática – A Euterpia – letras »

Gramótica – A Euterpia – letras

Ah! essas mazelas sociaisTão ridículas e maiúsculasToda essa construção civilTodo esse ruído ouvido que não te deixa em pazMas se não entendesUm termo das palavras do que venho te dizerÉ porque robotizaram a gramáticaOndularam a linguagem quase táticaE alguém ficou surdoOlha que ele nem se lembra daquele jornalO chateado, magoado, acalmadoEscancarou de vezEle nem foiLire la suite « Gramótica – A Euterpia – letras »

Lusco-fusco – A Euterpia – letras

Os compositoresOs poetas e infratoresInsistem em caluniarNa canção malignaNa frígida mortalhaDe quem não sabe ocultarQuando eu não tinha mais lamentoE andava feito um bobo sem tormento nenhumNão que eu precise de desespero para viverMas levo teu córrego em minhas mãosEstátuas espatifadasDe imperfeição adoradaREFRÃO:O lusco-fusco da tardeTe fluiu pra longe de mimE a madrugada desajeitadaTe deixouLire la suite « Lusco-fusco – A Euterpia – letras »

Nú Desesperado – A Euterpia – letras

Sentado no meio das formigasNão percebi o poder em minha voltaDesprezei seres insignificantesIgnorei a sua organizaçãoPerdi a minha retaguardaTomaram conta do meu corpoSem perceber estava dominadoMe causaram uma irritaçãoMe expulsaram de sua civilizaçãoElas me consumiram, elas invadiramForam responsáveis pelo nu desesperadoChegando em meu recanto de fugaFui recebido como alvoEram os seres voadores que dispararamEm minhaLire la suite « Nú Desesperado – A Euterpia – letras »

O Purgo – A Euterpia – letras

Se a inquietação é uma maneira de suportarNem tudo que é perecível é visívelVai perambular pra expugar esse ar nocivoA vida é ilusãoMas deve ter amor sem sangrarSe a catarde dura mais do que a alegriaNão andes por aí desperdiçandoA raridadeQue passa sem notarUm te já viUm frio na barrigaA coincidência, a incidência, a coincidência,ALire la suite « O Purgo – A Euterpia – letras »

Revirando O Sótão – A Euterpia – letras

O desassossego dá no sacoO sossego deixa um vácuoA turbulência me viciaA calmaria até que causa empatiaTom zé, arrigo barnabéComo é que abre o porão?Como é que a gente sai de lá?Como é que faz pra voltar?O anonimato dá bronquiteEsquizofrenia e uma bela tendiniteO ostracismo é suicidaUns morrem de fomeOutros cantam na avenidaTom zé, arrigoLire la suite « Revirando O Sótão – A Euterpia – letras »

Sono de Milus – A Euterpia – letras

Ela hiberna e eu caminhoE enquanto não nos encontramosO que resta é a bagaceiraCanseira de fel e solidãoEm plena multidãoDança, que agora eu vou beijarCanta, e vem me sussurrarA tua paria me pegaA tua saia me cegaEntão abre ela pro veneno circularO teu busto de mármoreTeu umbigo de vidroTua púbis ouriçadaTuas pernas cruzadasNa minha nuca

Suma de Ti – A Euterpia – letras

Suma de tiPobre cavalo de pêlos douradosDerrube as grades que insistemA condenar-te dentro de tiCuidade com as águas enferrijadasQue mentirosamenteApresentam poderosas venturasPenetre apenas, caro ser quadrúpedeAo que representa o passado do fimMesmo não encontrandoNão deleite-se ao som naturalSoprando o infinito ocularInsista em fugirDo preço, do terço, do teço mundanoConstrua tuas luzes, reluzesSob mistos de poesiaCanteLire la suite « Suma de Ti – A Euterpia – letras »

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