Porque tenho euFrieiras se nunca tiro as luvas?Porque tenho eu arranhõesSe os meus gatos são meigos?Como dizia uma pobre raparigaQue era criada e mal sabia lerTambém eu vou dizerCoração partidoPé dormenteVou para a camaQue estou doentePorque me traÃste tantoSe os meus gatos são meigos?Porque me traÃste tantoSe eu nunca tiro as luvas?
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Psyché a Eros – A Naifa – letras
Tanto tempo castaApenas admirada,Tanto tempo casta nuncaAmada,Agora, de dia impacienteConto as horasQue impedem a tua chegada.Virás como sempreTrajando o mantoDo homem invisÃvelDe noite vens velarVens velar o pranto previsÃvelPromessas levesQue a dor é brevePreliminar do amorQue me atravessaTanto tempo castaApenas admirada,Tanto tempo casta nunca amadaVirás como sempreTrajando o mantoDo homem invisÃvelDe noite vens velarVens velarLire la suite « Psyché a Eros – A Naifa – letras »
Quando Os Nossos Corpos Se Separaram – A Naifa – letras
Quando os nossos corpos se separaramOlhámo-nos quase a desejar ser Felizes.Vesti-me devagar, mas o corpo a ser ridÃculo.Disse espero que encontresUm homemQue te ame, e ambos baixámosO olhar por sabermos que esse homem nãoExiste.Despedimo-nos. tu ficaste para sempre deitada na cama e nua, eu saà para sempreNa noite. olhámo-nos pela última vez e despedimo-nos semLire la suite « Quando Os Nossos Corpos Se Separaram – A Naifa – letras »
Queixas de Um Utente – A Naifa – letras
Pago os meus impostos, separoO lixo, já não vejo televisãoHá cinco meses, todos os diasRezo pelo menos duas horasCom um livro nos joelhos,Nunca falho uma visita à famÃlia,Utilizo sempre os transportesPúblicos, raramente me esqueçoDe deixar água fresca no pratoDo gato, tento ser correctoCom os meus vizinhos e não cuspoNa sombra dos outrosJá não me lembroLire la suite « Queixas de Um Utente – A Naifa – letras »
Rapaz A Arder – A Naifa – letras
Está um rapaz a arderem cima do muro,as mãos apaziguadas.arde indiferentemente à neve que o encharcaOutros foram capazesde lhe sabotar o corpo,archote glaciarnunca ninguém apagou esse lume
Señoritas – A Naifa – letras
Naquele porto os metalómanos barcosEsmagam a paisagemDe energia brutal, parada.Num barco soviéticoO marinheiro põe o punho a meio gásComo o comunismo enjeitado na sua terra.Disse-lhe que portugal ainda tinha muitos comunistasMas o que ele queria saber era onde havia señoritasQue o levassem a dar uma volta.
Sentidos Pêsames – A Naifa – letras
Ele há gente que vive de siEle há vÃcios de que a gente se riTodos me falam nunca os conheciAssisto ao seu enterro metam-nos p’raÃOs meus sentidos pêsamesQue pena não viveres mais aquiEle há músicos qu’eu nunca ouviEle há estilistas qu’eu nunca vestiEle há crÃticos que eu nunca percebiE até managers de quem nada recebiOsLire la suite « Sentidos Pêsames – A Naifa – letras »
Skipping – A Naifa – letras
Na estrada mal alcatroadado subúrbioonde havia fábricas e o diaera um tormentoQuando a luz veionos postigos e o teu corponão me serviu de resgateTudo perdido em favordas grandes rodasda angústia no autocarro
Subida aos céus (Eternelle) – A Naifa – letras
Quero ser amada só por mimE não por andar enfeitadaSer adorada mesmo assimCareca, nua e descarnadaEngano de alma ledo e cegoà linda Inês posta em sossego imortalDiz adeusCom perfumes a presa fácilCom joias casacos de pelesGosto do amor quando é difÃcilE cheira ao meu hálito relesQuero ser amada à flor da peleNão quero peles deLire la suite « Subida aos céus (Eternelle) – A Naifa – letras »
Talvez a Injeção Letal – A Naifa – letras
Tão cansada de engolirComprimidos sem dormirDo meu sexo que se embotaDo meu coração que se esgotaEsticado na horizontalSob uma agulha sensualE a sopa na panelaEmbacia-me a janelaSe há uma falha um abaloDickinson plath woolf kahloOnde foram estavam loucasQueriam coisas eram ocasQueriam chique eram pedrasQueriam arte eram merdasTentando o voo eram estacasPunho em riste eram farpasELire la suite « Talvez a Injeção Letal – A Naifa – letras »