Eu não vejo cores, só vejo a chuvasobre a faculdade dos caçadores de sombras,almas duras, dentro de armaduras,lutando entre si, cultivando suas bombas,sentindo dores, mas não querem trégua,são os doutores com as suas rédeas,no lugar de espadas, desembainham réguas,os seus escudos são enciclopédias,empanturrados de números e letras,vomitam arrogância, criando enfermidadesem forma de arames farpados com etiquetase bisturis que fragmentam a verdade,usando óculos com lentes de chumbo,lá vai o reitor e sua metodologia,é o cenário do poeta moribundo,o mundo dos doutores a procura de SofiaRefrãoNo casamento de raposa com cordeiro,no equilÃbrio entre máquinas e flores,eu encontrei o tesouro verdadeiro,o arco-Ãris de sofia e os doutoresEu não vejo cores, só vejo o soldo lado de fora da instituição, onde os padrões são bolhas de sabãoe o gigante de metal não é nosso farol,eu vejo sofia, toda angelical,usando um vestido feito de clarividência,ela tem a senha da nossa inocência,o jardim de infância espiritual,trazendo o universo dentro de um giz,da terra até o céu, ela desenha a amarelinha,pro cósmico recreio, a molecadinhaé convidada pela pequena imperatriz,ela distribui sonhos de vários sabores,doces profecias e maçãs do amor,é o cenário do palhaço interior,o mundo de sofia a espera dos doutoresno casamento de raposa com cordeiro,no equilÃbrio entre máquinas e flores,eu encontrei o tesouro verdadeiro, oarco-Ãris de sofia e os doutoresAgora eu vejo o sol, a chuva e as cores,pois, os doutores encontraram a criança,a faculdade mudou os seus valores,os livros têm cheiro de bem aventurança,vejo os erês ocupando a reitoriae colocando um coração até no computador,aplicando a nova tecnologiapro aluno voltar a ver o criador,com tubos de ensaio, cheios de imaginação,conhecem o céu, sem o uso de astrolábios,no quadro negro, eu vejo a equação, asubtração dos espectros de sábios,vejo a vacina contra a hipnose no equilÃbrio entre máquinas e flores,é o cenário da bela simbiose,o arco-Ãris de sofia e os doutores.Refrão