Tanto tempo castaApenas admirada,Tanto tempo casta nuncaAmada,Agora, de dia impacienteConto as horasQue impedem a tua chegada.Virás como sempreTrajando o mantoDo homem invisÃvelDe noite vens velarVens velar o pranto previsÃvelPromessas levesQue a dor é brevePreliminar do amorQue me atravessaTanto tempo castaApenas admirada,Tanto tempo casta nunca amadaVirás como sempreTrajando o mantoDo homem invisÃvelDe noite vens velarVens velarLire la suite « Psyché a Eros – A Naifa – letras »
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A tourada – A Naifa – letras
Não importa sol ou sombraCamarotes ou barreirasToureamos ombro a ombroAs ferasNinguém nos leva ao enganoToureamos mano a manoSó nos podem causar danoA esperaEntram guizos, chocas e capotesE mantilhas pretasEntram espadas, chifres e derrotesE alguns poetasEntram bravos, cravos e dichotesPorque tudo o mais são tretasEntram vacas depois dos forcadosQue não pegam nadaSoam brados e olés dosLire la suite « A tourada – A Naifa – letras »
A tourada – A Naifa – letras
Não importa sol ou sombraCamarotes ou barreirasToureamos ombro a ombroAs ferasNinguém nos leva ao enganoToureamos mano a manoSó nos podem causar danoA esperaEntram guizos, chocas e capotesE mantilhas pretasEntram espadas, chifres e derrotesE alguns poetasEntram bravos, cravos e dichotesPorque tudo o mais são tretasEntram vacas depois dos forcadosQue não pegam nadaSoam brados e olés dosLire la suite « A tourada – A Naifa – letras »
A Verdade Apanha-se Com Enganos – A Naifa – letras
sonhei aos vinte anos durante três avé-mariasque eu tinha-me roubado a minha vidadepois de treler o monte dos vendavaisdecidi ir contra a futilidade do romancefui apanhado aos vinte e dois anosem plena capicua inocente e ruaem amantÃssima posse virala verdade apanha-se com enganosaos vinte e três outonos apaixonei-me doze vezese nem sempre pelas mesmas almasmasLire la suite « A Verdade Apanha-se Com Enganos – A Naifa – letras »
Aniversário – A Naifa – letras
Há tanto tempo euTrazia um vestido curtoNós subÃamos as escadas euà frente sem repararDeixava as pernas ao desamparo do teu agradoTÃnhamos bebido ao meuFuturo e era uma fuga o teu presenteUm disco que me desteReluzia em semi-cÃrculo e a nósExcitava seriamente escaparEu fazia vinte anosTu relanceavas-me as pernasEu abandonava a adolescênciaNem olhara para trásTu miravas-meLire la suite « Aniversário – A Naifa – letras »
Antena – A Naifa – letras
minha benévola terrase eu te pudesse beber,pacificar, fazer guerra,sentar-te à mesa e escrever.ó minha terra de aradosde tardes lentas e quentes,e luz que mostra paradosrebanhos incandescentes.quando passo de automóvelesqueço-me de onde moroporque sou meu lar imóvel.o rádio sempre a tocarum coração avariadoque não posso desligar.
Apanhada a Roubar – A Naifa – letras
apanhada a roubarcomo uma criançade vestido branco e sandáliasconsertei a figurinhaum homem assim humildelançado aos cãesnão sinto quase nadauma ligeira dor de cabeçagostavas de ser felizfarei o que puder para te impedira cada novo dia o duro preçonão consigo resistirnesse dia beijei muita gentese te magoei não foi intencionalespero ainda que me perdoesuma inocente inclinaçãoLire la suite « Apanhada a Roubar – A Naifa – letras »
Apenas Durmo Mal – A Naifa – letras
debruçada no parapeitovestida com um certo desleixoa sombra a giz desenhada no chãoapenas durmo malalguma informaçãoum mapa mal desenhadoserei supremanunca serei nadatodo o teatro inútilo razoável insucessonão tenho jeito para estas coisasnunca devia ter hesitadometi-me para dentroroupa interior feiaa menina devia ser fuziladajuntamente com as suas companheiras
Bairro Velho – A Naifa – letras
No bairro por trás da avenida novacom as ruelas sombreadas das traseirasonde na praça tudo é mais barato cordialas peixeiras com olhos de bogagritam para vender o seu peixeAs finÃssimas senhoras das avenidas dão por mim quando passo
Bolero do Coronel sensível que fez amor em Monsanto – A Naifa – letras
Eu que me comovoPor tudo e por nadaDeixei-te paradaNa berma da estradaUsei o teu corpoPaguei o teu preçoEsqueci o teu nomeLimpei-me com o lençoOlhei-te a cinturaDe pé no alcatrãoLevantei-te as saiasDeitei-te no bancoNum bosque de faiasDe mala na mãoNem sequer falasteNem sequer beijasteNem sequer gemesteMordeste, abraçasteQuinhentos escudosFoi o que dissesteTinhas quinze anosDezasseis, dezasseteCheiravas a matoÃLire la suite « Bolero do Coronel sensível que fez amor em Monsanto – A Naifa – letras »