Amanhã vou comprar umas calças vermelhasPorque não tenho rigorosamente nada a perderContei,um a um,todos os degrausSei quantas voltas dei a chave,Sublinhei as frases importantes,Aparei os cedros,Fechei em código toda a escrita.Amanhã comprarei calças vermelhasFixarei o calendário agricolaAfiarei as facasEnsaiarei um númeroAbrirei o livro na mesma páginaDescobrirei alguma pista.
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Cat People – A Naifa – letras
Curiosa a tribo que formamos, sósQue somos sempre e à noite pardos,Fuzis os olhos, garras como dardos,Mostrando o nosso assanho mais feroz:Quando me ataca o cio eu toda ardo,E pelos becos faço eco, a vozEsforço, estico e, como outras de nós,De susto dobro e fico um leopardoOu ando nas piscinas a rondar -E perco oLire la suite « Cat People – A Naifa – letras »
Da Uma da Noite às Oito da Manhã – A Naifa – letras
Da uma da noite à s oito da manhã a mulher tem as mãosEntaladas no parapeito da janela.O marido agarra o estrado com os olhosDorme sem almofada.A empregada que vem passar a ferroTem uma intimidade na ficha do despertadorEntra à s oito da manhã.A empregada entala os pés do homemNas grades da cama.Liberts a senhoraFecha a portaLire la suite « Da Uma da Noite às Oito da Manhã – A Naifa – letras »
De Cara a La Parede – A Naifa – letras
Oiço ainda os corpos vincar a noiteUm campo minadoDe corações tristesExplodindo o rosto na paredeFoi talvez a nossa última cançãoQuando as paredes eram já outrasE nas caras se perdiam novos nomesVoltei a ela muitas músicas depoisFoi talvez, a nossa última cançãoO coração, que me deixasteà uma casa difÃcil de habitarO coração, que me deixasteà umaLire la suite « De Cara a La Parede – A Naifa – letras »
Desfolhada – A Naifa – letras
Corpo de linholábios de mostomeu corpo lindomeu fogo posto.Eira de milholuar de Agostoquem faz um filhofá-lo por gosto.à milho-reimilho vermelhocravo de carnebago de amorfilho de um reique sendo velhovolta a nascerquando há calor.Minha palavra dita à luz do sol nascentemeu madrigal de madrugadaamor amor amor amor amor presenteem cada espiga desfolhada.Minha raiz de pinho verdemeuLire la suite « Desfolhada – A Naifa – letras »
Dona de Muitas Casas – A Naifa – letras
um jovem educadouma reputação exemplarromanticamente envolvidosnada a declararromanticamente envolvidosnada a declarardona de muitas casastudo uma grande falta de sensominha cintura testemunhado que faço para te agradarminha cintura testemunhado que faço para te agradaragora já não guardo segredosestou de volta ao mercado de habitaçãotalvez ainda se arranjeum novo inquilino para o meu coraçãoo cabelo arranjadoa malaLire la suite « Dona de Muitas Casas – A Naifa – letras »
Émulos – A Naifa – letras
Foi como amor aquilo que fizemosSem manhã sujeitos ao presente;Os dois carentesFoi logro aceite quando nos fodemos.Foi circo ou cerco, gesto ou estiloO termos juntosSexo com ternuraFoi canduraNum clima de aparato e de sigiloNum clima de aparato e de sigiloNum clima de aparato e de sigilo.Se virmos bemNinguém foi iludidoDe que era a coisa emLire la suite « Émulos – A Naifa – letras »
Esta Depressão Que Me Anima – A Naifa – letras
a gorda do cafémuito antiga e perfumadapasse bem minha senhoraque eu não me importo nadauma rima obsessivaindecente nas suas maneirasdesligado o motor do carroas criadas tornavam-se indisciplinadasvivo do que me dãonunca falto à s aulas de esgrimae todos os dias agradeço a deusesta depressão que me animao rapaz da drogariaamarelo e mal tratadoconvidou-me a sairencontrei-o noLire la suite « Esta Depressão Que Me Anima – A Naifa – letras »
Fé – A Naifa – letras
tenho uma estátua fluorescente da virgemmaria que me dá confiança e brilha à noite.tenho os joelhos magoados. o calvário dos fiéisdevia ser menos árduo.tenho trezentos e sessenta e cinco santos numacaixa calendário daquelas em que cada diatem um chocolate.tenho um lencinho branco onde limpo aslágrimas enquanto assisto a uma vigÃlia via tvdepois da minha últimaLire la suite « Fé – A Naifa – letras »
Filha de Duas Mães – A Naifa – letras
filha de duas mãesadoro vesti-las de igualtenho andado à tua procurapara te amarsobre a mesa postasem nenhuma vaidadeensinar-te-ei meu amora praticar a caridadenunca direi saudadeligo pouco ao que se dizmas não levo muito a mala ideia de ser feliz